sexta-feira, 21 de abril de 2017

Prints: 2666.jpg

Depois do isolamento, no fim fica
(com todo impedimento e toda a zica)
a tese inexistente que me explica.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Prints: presa.jpg

Sou um cão que nunca late.

Só morde e é mordido

sábado, 25 de março de 2017

Prints: dissimulação.jpg

Poderia ter sido
numa festa qualquer.

Foi no rápido raio
da chuva de verão.

Às vezes a verdade
só existe no deslize,
numa audácia do acaso.

E agora você sabe.

Algumas pessoas esperam
com as mãos geladas, mas outras

conseguem tê-las sempre quentes.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Prints: eros.jpg

De novo a benção de um deus cruel
será demais pra um cara como eu.

Por entre as coisas ditas sem pensar
e pelas tão pensadas nunca ditas.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Prints: stand.jpg

Ela tinha o poder
de se manter a um metro
e meio de distância.

Nunca menos, nunca mais.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Tetris (Remix)

[Remix de uma canção escrita com Hudson Caldeira.]

Caindo devagar
e tão desajustado,
eu já sei me virar
mas só pro lado errado

Tem quem brinque mais tempo,
mas é o mesmo resultado.

Tetris
não
tem
fim.

Agora mais depressa,
ainda incompleto.
Não tem como prever,
não tem um jeito certo.

E sempre tem buracos
nos meus versos de concreto.

Tetris
   não
   tem
   fim.

sábado, 26 de novembro de 2016

Drácula (Remix)



[Remix de uma canção escrita com Hudson Caldeira.]

Outra vez
caminhos tortos pelo escuro
outra vez
a estaca pesa em minhas mãos
e o amor
em sua torre espera.

Noite vai
e vem trazendo a maldição,
eu vou só
ao seu castelo como intruso
compensar
tudo o que eu nunca fiz.


O que eu tinha
já não servia
e o que eu não tinha
era demais.


Outra vez
caminho torto sob a lua
outra vez
as suas presas na memória,
e o calor
dos vivos hoje gela.

Noite vai
e vou querendo a maldição
ou pior,
a sua sombra pela escada
vou gritar
algo que eu nem se diz.


O que eu via
já não sabia
e o que eu não via
era demais.


Outra vez
veredas mortas pelo escuro,
outra vez
ao seu castelo como intruso
enfrentar
tudo o que eu nunca quis.

Alcancei
pelo castelo a sua torre
e tentei
ver o vampiro em você:
foi em vão.
A estaca treme em minhas mãos.